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Crises políticas se espalham pelo interior e Paraíba do Sul vive novo capítulo de tensão na Câmara

Autoria: Redação  |  Fotos: Arte

Após confusão em Areal, vereador Júnior Cruz denuncia possível processo por quebra de decoro e fala em perseguição política.

 

O clima político no interior fluminense voltou a esquentar. Depois do episódio envolvendo os vereadores Luiz da Papelaria e Itamar da Ambulância, em Areal — que terminou até em registro de Boletim de Ocorrência — agora é Paraíba do Sul que enfrenta turbulência dentro da Câmara Municipal.

Nesta quinta-feira (28), o vereador Júnior Cruz usou suas redes sociais para denunciar que poderá ser alvo de um processo por quebra de ética e decoro parlamentar. A informação, segundo ele, teria sido comunicada pelo presidente da Casa, André Salgueiro, e já repercute fortemente entre moradores e apoiadores.

De acordo com o parlamentar, a notificação teria sido motivada pela suposta não devolução de um projeto de lei. No entanto, Júnior Cruz afirma que o documento sequer passou pelo seu gabinete.

Em vídeo publicado nas redes, o vereador demonstrou indignação e classificou a situação como perseguição política. “Estou sendo notificado de um possível processo de quebra de ética e decoro, pelo motivo de não ter devolvido um projeto de lei que não está nem de posse do meu gabinete”, declarou.

A publicação rapidamente gerou debates e levantou questionamentos sobre o que estaria acontecendo nos bastidores do Legislativo sul-paraibano. Em outro trecho, o vereador pediu apoio da população caso o processo avance para votação: “Eu nunca deixei de brigar por vocês, mas agora eu conto com vocês”, escreveu.

O presidente da câmara, André Salgueiro, também usou as redes sociais na noite desta quinta-feira (28), para rebater as acusações de Júnior Cruz

“Pessoal, quem me conhece sabe! Minha gestão na presidência vem sendo de muita dedicação e entrega. Acho que já provamos que sempre respeitamos todos os vereadores e jamais iremos ultrapassar os limites do bom debate.”, disse. Segundo o presidente, Conselho de Ética não cassa, ele analisa, apura e apenas contribui para o funcionamento pleno das atividades parlamentares. E isso só acontece quando existe a persistência de descumprimento regimental, o que não ocorreu. Trata-se de uma linguagem oficial padrão que evidencia em todo ofício que requer cumprimento de medida. Ainda segundo o presidente, o mal-entendido interno, que desnecessariamente se externalizou, reitero meu compromisso de ser um defensor da democracia e do respeito ao trabalho de todos os parlamentares.

Com dois episódios de tensão política em cidades vizinhas em menos de uma semana, o cenário regional mostra que os bastidores do Legislativo no interior seguem movimentados — e longe de um consenso.

 

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