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Câncer de ovário exige atenção por ser silencioso e de difícil diagnóstico

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Tumor é o segundo ginecológico mais comum entre brasileiras e apresenta sintomas discretos.

O câncer de ovário é considerado um dos tumores ginecológicos mais preocupantes por evoluir de forma silenciosa e, muitas vezes, ser diagnosticado tardiamente. Ele é o oitavo tipo de câncer mais comum entre mulheres no mundo e o segundo mais frequente entre brasileiras, atrás apenas do câncer do colo do útero.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é de 7.300 novos casos por ano entre 2026 e 2028, reforçando a necessidade de atenção aos sinais do corpo e de acompanhamento médico regular.

A doença costuma atingir principalmente mulheres acima de 50 anos e, na maioria dos casos, não apresenta sintomas específicos no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando surgem, os sinais podem incluir inchaço abdominal, dor pélvica, náuseas, alterações intestinais, fadiga e perda de apetite, sintomas facilmente confundidos com outras condições comuns.

Existem cerca de 30 tipos de câncer de ovário, sendo 95% derivados das células epiteliais, que revestem o ovário. Os demais se originam das células germinativas (que formam os óvulos) e das células estromais, responsáveis pela produção de hormônios femininos.

Os fatores de risco incluem obesidade, sedentarismo, tabagismo, endometriose, menopausa tardia, histórico familiar e mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2. Estudos indicam que o uso de anticoncepcional pode reduzir o risco em até 33%, devido à diminuição do número de ovulações ao longo da vida.

Como não existe um exame específico para rastreamento, o diagnóstico depende de avaliação clínica, exames de imagem e, quando necessário, investigação cirúrgica. O tratamento varia conforme o estágio e o tipo do tumor, podendo envolver cirurgia — com retirada parcial ou total dos ovários — e quimioterapia antes ou depois do procedimento.

A detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura, reforçando a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes ou alterações incomuns.

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