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Justiça mantém Bacellar preso e investigação sobre vazamento atinge novo patamar

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Ex-deputado teve detenção confirmada em audiência de custódia; PF aponta indícios de atuação para obstruir investigações e vazamento de informações sigilosas.

 

A prisão do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi confirmada neste sábado (28) durante audiência de custódia realizada de forma on-line no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio. O político havia sido detido pela Polícia Federal na tarde de sexta-feira (27), em sua casa, em Teresópolis, após ordem expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Depois de ser levado à Superintendência da PF, na Zona Portuária do Rio, Bacellar foi transferido para o sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

 

Prisão integra nova fase da Operação Unha e Carne

A detenção faz parte da terceira fase da Operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações sigilosas envolvendo ações contra o Comando Vermelho. Além da prisão preventiva, a PF também cumpriu mandado de busca e apreensão.

Segundo a corporação, a operação atende determinações do STF no âmbito da ADPF das Favelas (ADPF 635/RJ), que estabelece diretrizes para investigações sobre organizações criminosas.

Na decisão que determinou a prisão, Alexandre de Moraes apontou indícios de participação de Bacellar em organização criminosa e de atuação para atrapalhar investigações. Entre os elementos citados estão:

- possível vazamento de informações sigilosas;

- tentativa de frustrar operações policiais;

- orientação a terceiros para retirar provas e esvaziar locais investigados.

O ministro também destacou o risco à ordem pública, considerando a influência política do ex-parlamentar.

 

Cassação do mandato pesou na decisão

Outro ponto levado em conta por Moraes foi a recente cassação do mandato de Bacellar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no contexto do escândalo do Ceperj — o mesmo que levou à perda de mandato do ex-governador Cláudio Castro.

Para o ministro, a perda do cargo reforça a necessidade da prisão preventiva.

Bacellar já havia sido preso em dezembro do ano passado, também no âmbito da Operação Unha e Carne, sendo liberado dias depois mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

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