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Eleições de 2024 em Trajano de Moraes viram alvo de ação por suspeita de irregularidades

Autoria: Redação  |  Fotos: Divulgação

Justiça Eleitoral analisa indícios de abuso de poder econômico e possível compra de votos; áudios passaram por perícia da Polícia Federal.

 

A eleição municipal de 2024 em Trajano de Moraes entrou no radar da Justiça Eleitoral após a abertura de uma ação que aponta possíveis irregularidades na busca por apoio político durante a campanha. O processo — registrado sob o número 0600666-19.2024.6.19.0051 na 51ª Zona Eleitoral — foi movido pelo então candidato Matias Mendes da Silva e tem entre os investigados o atual prefeito, Rildo Gonçalves Neves, além de outros envolvidos.

A ação cita suspeitas de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, termo jurídico utilizado para caracterizar a compra de votos. Nos autos, foram anexados diferentes elementos apresentados como indícios: gravações de conversas que mencionariam negociações de apoio político, relatos sobre suposta oferta de valores durante o período eleitoral e o registro de uma transferência via Pix de R$ 1.500 para uma candidata. Segundo a denúncia, esses fatos estariam relacionados a tentativas de influenciar alianças e apoios no contexto da disputa.

 

Perícia da Polícia Federal confirma autenticidade dos áudios

Um dos pontos centrais do processo é o laudo técnico elaborado pela Polícia Federal. A perícia concluiu que os áudios apresentados não apresentam sinais de edição ou adulteração, sendo compatíveis com gravações feitas por meio do WhatsApp. O documento também descartou o uso de tecnologias de áudio sintético, indicando que os registros possuem características de gravação real.

Apesar disso, especialistas ressaltam que a validação técnica dos arquivos não significa comprovação automática de irregularidades. A Justiça Eleitoral ainda deverá avaliar o contexto das conversas, a consistência das alegações e o enquadramento jurídico dos fatos apresentados.

Até o momento, não há decisão sobre o mérito da ação, que segue em análise pela Justiça.

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