mar 04 2026 Depósito da Prefeitura de Areal guardam móveis comprados em 2022 com custo de R$ 1 milhão Autoria: Redação | Fotos: Reprodução Robinho da Vila Fiscalização de vereador acabou revelando o caso No fim de fevereiro, o vereador da cidade de Areal, Robinho da Vila (PRD), realizou uma fiscalização e acabou encontrando vários móveis ainda embalados e armazenados de maneira precária em um depósito da Prefeitura.O parlamentar registrou durante a vistoria que parte do material estava entulhada e apresentava sinais de mofo, umidade e presença de traças. Segundo o vereador, o município teria investido mais de R$ 1 milhão na compra do mobiliário.Ele afirmou ainda que o espaço onde os itens estão guardados é alugado pela prefeitura. O galpão fica localizado no bairro de Portões e no momento da vistoria não tinha energia elétrica."O material tá molhado, pegando mofo. Materiais jogados. Não dá nem para fiscalizar se tem R$1 milhão em móveis aqui. Material novo se acabando. Esse seria o material comprado para "escola-parque". É um absurdo. O material trancado e jogado há anos", descreveu o vereador.De acordo com o parlamentar, os móveis foram adquiridos em 2022 para compor a estrutura do Parque Natural Municipal José Franklin dos Santos Vaz, projeto que, segundo ele, teve custo estimado em R$ 96 mil e não foi implementado.O parque foi criado pela Lei Municipal nº 1.078, de 3 de dezembro de 2020, e é classificado como unidade de conservação de proteção integral, com área de 46.334 metros quadrados, no bairro Alberto Torres. A legislação prevê que o espaço seja destinado à preservação ambiental, atividades educativas e turismo ecológico."Foram R$96 mil de projetos, mais R$1 milhão de movéis e o espaço está literalmente abandonado", pontuou o vereador.Em nota, a Prefeitura de Areal informou que, os itens foram comprados pelo Executivo como bens duráveis para equipar uma nova unidade escolar chamada “Escola dos Sonhos”, que seria construída no Parque de Alberto Torres.A prefeitura informou que não foi possível dar andamento à obra devido à impossibilidade de obtenção da escritura definitiva do terreno onde a escola seria construída. Diante da suspensão do projeto, o mobiliário foi armazenado em depósito.Ainda de acordo com o município, à medida que surgiram demandas em outras unidades da rede municipal, parte dos móveis foi destinada para suprir necessidades existentes.A prefeitura afirmou que receberam mobiliário as escolas e creches municipais Renato Féo Almeida que teria recebido o mobiliário completo, além das unidades Manoel Baptista de Andrade, Joaquim Vital Vieira e Horácio Veríssimo, conforme a necessidade de cada instituição.Segundo a nota, o material que permanece no depósito corresponde ao quantitativo remanescente da aquisição original, já que parte significativa dos itens já teria sido distribuída e está em uso nas unidades escolares da rede.A prefeitura reiterou que o mobiliário inicialmente previsto para a Escola dos Sonhos não foi utilizado na unidade projetada exclusivamente em razão da ausência da escritura definitiva do terreno destinado à construção.