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Nos últimos meses, vimos mais uma vez um grande político do Estado do Rio de Janeiro ser manchetes nas páginas policiais. Já são décadas que o estado passa por essas situações, principalmente envolvendo governadores. O último a ter sido preso é Wilson Witzel, em agosto de 2020 depois que foi acusado de fraudes na contratação de duas organizações sociais, uma delas, o Iabas, responsável por hospitais de campanha para tratar pacientes de Covid. Moreira Franco, preso pela Lava-jato em março de 2019, mais de 30 anos depois de ter assumido o governo do Rio foi outro.Passaram ainda pela cadeia o casal Anthony e Rosinha Garotinho, que chegaram a ser presos juntos acusados de superfaturamento em contratos da prefeitura de Campos dos Goytacazes, o que eles negam. Já Luís Fernando Pezão - que foi condenado a 98 anos de prisão num desdobramento da Lava-jato - chegou a usar tornozeleira eletrônica quando saiu da cadeia, mas conseguiu se livrar do aparelho de monitoramento.Sérgio Cabral ficou preso de novembro de 2016 a dezembro de 2022, quando obteve o direito de prisão domiciliar. Dois meses depois, deixou a prisão domiciliar. Ele havia sido condenado a mais de 400 anos de prisão.A vez agora está a cargo do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro – ALERJ, Rodrigo Bacellar (União). Ele é suspeito de manter laços com o Comando Vermelho (CV), incluindo vazamento de informações para favorecer o tráfico de drogas.Bacellar chegou a ser preso preventivamente, no dia 3 de dezembro de 2025 durante a Operação Unha e Carne, mas foi solto no dia 09 de dezembro após a Alerj ter decidido pela revogação da prisão preventiva do parlamentar.Em 28 de janeiro deste ano, Bacellar foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho. Segundo o relatório assinado pelo delegado federal Guilhermo Catramby — o mesmo que investigou os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes —, no âmbito da Operação Zargun, realizada em 3 de setembro do ano passado, o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, teria sido avisado pelo presidente da Alerj sobre o mandado de prisão contra ele. Além de alertá-lo sobre a operação, Bacellar ainda teria orientado que destruísse provas e mudasse de celular, o que foi prontamente atendido. TH fez uma nova ligação para o presidente da Alerj de outro aparelho.Então a pergunta que se faz é a seguinte: o que acontece com o Rio de Janeiro? O estado não aguenta mais passar por essas situações. Essa última envolvendo Bacellar, é talvez uma das piores, pois envolve o crime organizado. A população não aguenta mais e fica a dica para escolher melhor seus representantes.Cotado para ser o sucessor de Claudio Castro no governo do estado, Rodrigo Bacellar foi do céu ao interno. Reeleito presidente da Alerj de forma unânime, algo inédito no estado, o parlamentar viu ruir toda a pompa que tinha em seu nome. Sua situação política, por enquanto acabou, mas no futuro quem sabe né.O Estado do Rio de Janeiro é muito rico, porque com o assalto aos seus cofres nas últimas décadas, ele ainda se mantém de pé, sendo o segundo estado mais importante da federação, ficando atrás somente de São Paulo.
Alex Oliveira é jornalista
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