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Juiz de Fora: Presidente da Câmara se reúne com grupo que ocupa a sede do Legislativo

Autoria: Redação  |  Fotos: Carlos Eduardo Alvim



Os manifestantes que ocupam o prédio da Câmara Municipal de Juiz de Fora apresentaram as condições para deixarem o imóvel ao presidente do Legislativo, Rodrigo Mattos, em reunião na manhã desta terça-feira (10). A ocupação começou na noite de segunda (9) envolvendo integrantes de movimentos sociais e estudantes, como forma de protesto contra o aumento da passagem de ônibus para R$ 3,10, em vigor desde o último domingo (8).

Em nota, a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra/PJF) esclareceu que o reajuste da tarifa de ônibus em Juiz de Fora seguiu critérios estabelecidos em contrato, que prevê a recomposição anual do valor, e respeitou todas as etapas de discussão e análise previstas na legislação. A Settra reforçou, ainda, que respeita todas as manifestações que não excedam os limites democráticos e sempre se coloca à disposição para o diálogo.

"A primeira coisa que a gente precisa para sair daqui é ter em mãos as planilhas, estudos e a licitação do transporte, que a gente não conseguiu ter acesso, os documentos que embasaram este aumento. Não concordamos com os que foram apresentados na audiência pública e estamos pedindo para marcar uma auditoria independente. Assim, a gente junto pode construir uma alternativa para o transporte porque não tem como quesitonar efetivamente sem ter acesso a estes documentos", disse uma participante do ato que não se identificou. Ela, que é do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), explicou que a ocupação foi uma forma de pressionar o Legislativo a intervir em uma negociação com o Executivo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Mattos esclareceu que o atendimento às demandas dos manifestantes está sendo providenciado. "São documentos públicos que ficam de posse da Prefeitura, alguns estão até disponíveis no Portal Transparência. Nosso papel agora é reunir esta documentação, entregar e agendar uma reunião futura entre a comissão que criaram entre eles, um técnico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) que vão nomear quem é, um membro do Executivo e a Comissão de Urbanismo da Câmara formada pelos vereadores José Márcio, Betão e Adriano Miranda para tirarem as dúvidas da metodologia do cálculo da tarifa. O acordo que temos é que reunindo essas documentações e agendando a reunião, eles vão desocupar o prédio", disse.

Mattos esclareceu razões que levaram ao atendimento do pedido feito pelos manifestantes de suspender os serviços oferecidos na Câmara nesta terça-feira. "Nós entendemos que seria melhor, para evitar que aumente o fluxo de estudantes e que a ocupação cresça. Os gabinetes estão fechados, não vamos emitir carteitras de identidade e de trabalho; atendimento ao consumidor e o centro de assistencia social não funcionam. Esperamos encerrar essas negociações ainda nesta terça, para atender a população na quarta, porque vai haver uma demanda, principalmente das carteiras de trabalho e de identidade que geram um movimento grande diário", explicou.

"Solicitamos o apoio e a solidariedade da população, aqui não tem ninguém querendo prejudicar. Estamos todos do mesmo lado", ressaltou um integrante do Levante Popular da Juventude, que não quis ser identificado.

De acordo com Rodrigo Mattos, o objetivo é encerrar a ocupação o mais rápido possível. "Sempre gera desgaste, a gente encara que a invasão nunca é o melhor que pode ser feito. Já que tomaram esta decisão, estamos respeitando o movimento, tratando eles da melhor maneira possível. Eles também estão sendo zelosos com o patrimonio público, não houve depredação, não teve nada disso", ressaltou o presidente da Câmara.

Ocupação

Segundo a ocorrência repassada pela PM, oficiais constataram cerca de 50 pessoas no interior do prédio na noite de segunda. Integrantes informaram que se trata de um movimento de interesse comum que exercia o direito de manifestação de forma pacífica.

O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Mattos, contou que estava ocorrendo uma solenidade com acesso livre ao público e os manifestantes ocuparam o prédio aos poucos.

Foi acertado que a Guarda Municipal fará a segurança interna e externa do prédio, enquanto a Polícia Militar ficará na parte externa e nas proximidades. Também foi definido que os manifestantes terão acesso a água e banheiros, mas entrada de alimentação, permissão da entrada e saída de manifestantes, a utilização de demais dependências do prédio ainda são objetos de negociação entre manifestantes e presidente da Câmara.

Sobre o aumento
Os dados da planilha de cálculo tarifário foram divulgados em audiência pública em 29 de setembro na Câmara Municipal. A sessão é obrigatória no processo de implantação do reajuste. O último aumento foi em abril de 2016, quando o valor subiu de R$ 2,50 para R$ 2,75.

No texto do decreto, consta a argumentação que "a atualização do preço da passagem é o único meio capaz de assegurar a continuidade, boa qualidade dos serviços públicos prestados aos usuários e o equilíbrio econômico-financeiro do sistema".

De acordo com o secretário de Transportes e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, além das alegações de aumento do preço do combustível e gastos com os funcionários, a redução no número de passageiros no comparativo entre 2016 e 2017 consta como justificativa para o aumento. De acordo com a Settra, foram 8.268.096 usuários no ano passado e 7.909.732 neste ano.

Atualmente o serviço de transporte coletivo em Juiz de Fora é prestado pelos consórcios Manchester e Via JF, vencedores da licitação iniciada em 2015 e concluída em 2016. A frota é composta por aproximadamente 603 veículos, segundo a Settra.

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