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Prefeita de Paraíba do Sul é condenada a 13 anos de prisão

Autoria: G1  |  Fotos: Arquivo

Antiga cúpula da Fetranspor foi acusada de pagar R$ 43 milhões em propina a Rogério Onofre, ex-presidente do Detro.

O juiz federal Marcelo Bretas condenou a prefeita de Paraíba do Sul, Dayse Onofre a 13 anos por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa, na operação Lava Jato no Rio de Janeiro, na semana passada.
O marido de prefeita, Rogério Onofre, ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), sofreu a maior pena. Ele pegou 40 anos de prisão em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.
Já o ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 16 anos e 8 meses, também por corrupção passiva. Está é a 20ª condenação de Cabral na Lava-Jato. Outros empresários de ônibus que pertenceram à cúpula da Fetranspor, a Federação das Empresas de Ônibus do estado, também foram mais uma vez condenados.
De acordo com a sentença do processo da Operação Ponto Final 2, os empresários de ônibus José Carlos Lavouras, Jacob Barata Filho, João Augusto Monteiro e Marcelo Traça, além de Lélis Teixeira, então presidente da Fetranspor, pagaram R$ 43 milhões em propina a Rogério Onofre, então presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), entre 2010 e 2016, para beneficiar as empresas do setor.
O Detro é o órgão responsável por fiscalizar as linhas de ônibus intermunicipais. A propina a Onofre teria anuência de Cabral, que governou o estado entre 2007 e 2014.
O empresário Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei dos Ônibus”, foi condenado a 15 anos por corrupção ativa. Pelo mesmo crime, João Augusto Monteiro, também empresário de ônibus, foi condenado a 11 anos de cadeia.
O processo foi desmembrado em relação a José Carlos Lavouras, ex-presidente do Conselho de Administração da Fetranspor, porque ele mora em Portugal. Lá, ele celebrou um acordo de colaboração premiada.
De acordo com Filipe Roulien, advogado de defesa do ex-presidente do Detro Rogério Onofre, "a pena aplicada extrapola o limite do razoável porque todos os elementos utilizados para a condenação são oriundos de delações premiadas de empresários e doleiros, alguns deles inclusive já condenados em processos anteriores e estão buscando subterfúgios para diminuição das penas a eles aplicadas". A defesa informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal e "acredita que a sentença proferida será reavaliada".
A defesa de Dayse Debora afirmou: "A sentença é mais um exemplo de desproporcionalidade e excessos da Operação Lava Jato, que vem utilizando penas altas em prol da obtenção de delações premiadas. A pena é demasiadamente excessiva, em função da suposta conduta imputada à Dayse, que sempre foi uma pessoa pautada pelos principais valores humanos. A sentença foi baseada exclusivamente no depoimento dos delatores. Essa conduta parece estar se tornando praxe na Operação Lava Jato. A defesa vai tomar todas as medidas recursais possíveis".

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